Tatuagem – um recurso a mais aos cuidados para imunossuprimidos

Os pacientes que fazem terapia a base de imunossupressores, apesar de ficarem tão bem com a medicação e a vida retornar ao ponto de ser vivida com qualidade, precisam de alguns cuidados e precauções. 

Para o público imunossuprimido, além dos cuidados devidos à baixa imunidade que inclui evitar lugares aglomerados e/ou ter contato com pessoas gripadas – porque para eles a recuperação demanda cuidados maiores do que para as pessoas em geral e além de sempre haver o risco da necessidade de suspender o tratamento para que possamos curar outras patologias –, existe também o risco de contaminação, e neste caso específico, o cuidado dentro do ambiente hospitalar é de extrema importância.

Por isso, é de grande ajuda se houver uma forma de avisar o socorro que você é imunossuprimido. Porém, em um acidente, se você estiver sozinho e inconsciente, como fará? A tatuagem poderá ajudar e muito, uma tatuagem específica deve ser feita próxima ao lugar de pegar a veia no braço, de forma legível, sem muitos adornos e de preferência sem cores, porque você é imunossuprimido e quanto menos expuser o seu corpo a corpos estranhos, melhor.

São chamadas de tatuagem de segurança e hoje já são utilizadas em algumas doenças ou complicações como: Diabetes, usuários de marca-passo, alérgicos a medicamentos e alimentos. No caso do paciente imunossuprimido vale também chamar a atenção para a escolha do local da tatuagem e o estilo. Deve ser uma região visível e de fácil acesso para os socorristas e médicos, neste caso o local ideal é o antebraço, e a tatuagem não precisa ser grande e nem de traço marcado, escolha a modalidade traço fino que além de ter uma cicatrização mais rápida sem exigir do seu organismo, ainda vai ficar delicado e discreto.

Lembre-se: antes de fazer a tatuagem, avise e consulte o seu reumatologista!

Quando entramos em um hospital, logo avisamos que somos imunossuprimidos e, com isso, ganhamos a máscara, além de recebermos atendimento prioritário, não porque não temos condição de esperar tanto quanto os demais pacientes, mas para evitar o contágio e/ou pegarmos alguma bactéria, que em nós crescerá livremente e demandará um baita trabalho para combatê-la, colocando-nos em grande risco.  

A lista a seguir apresenta algumas estratégias gerais de PCI que devem ser usadas para cuidar de pacientes imunossuprimidos a fim de reduzir o risco de infecção:
  • Não reduzir a acidez gástrica, pois ela é uma barreira contra patógenos.
  • Certificar-se de que os pacientes receberam todas as imunizações exigidas. Fornecer vacinas inativas de acordo com as diretrizes do Advisory Committee on Immunization Practices.
  • Obedecer às exigências de higiene das mãos.
  • Seguir as diretrizes de isolamento.
  • Não administrar unilateralmente a profilaxia antimicrobiana, pois não foi demonstrado que ela reduz a mortalidade, bem como pode levar a toxicidade e fungos em excesso e levar a resistência bacteriana.
  • Identificar pacientes com risco de desenvolvimento de pneumonia e usar as melhores práticas para evitar que ela se desenvolva nesse grupo de alto risco.
  • Evitar expor os pacientes a fontes d’água, como bebedouros, pias e galões, e máquinas de gelo, pois elas podem agir como reservatório de patógenos.
  • Usar as precauções adequadas quando da entrada de visitas. Os visitantes devem ser avaliados para garantir que não apresentam infecção: visitantes doentes não devem entrar nem crianças com menos de 12 anos – exceto se tiverem aprovação de um médico. Além disso, é importante orientar os visitantes sobre seus papéis na transmissão de infecção e os riscos que representam para os pacientes imunocomprometidos. Eles devem receber treinamento sobre o uso de equipamento de proteção individual (EPI) e lavagem das mãos.
  • Limpar e desinfetar os brinquedos dos pacientes pediátricos imunocomprometidos, pois representam risco para transmissão de infecção entre pacientes. Os brinquedos devem ser limpos regularmente ou quando estiverem muito sujos com uso de água e sabão para remover sujeira e secreções, seguido de desinfecção com um desinfetante atóxico ou solução de água sanitária diluída e, depois, enxaguados. Brinquedos de pano ou de pelúcia devem ser proibidos, pois são contaminados mais facilmente e servem como reservatórios para patógenos.

O uso de salas com ventilação de fluxo de ar laminar é opcional. Embora esse sistema de ventilação filtre o ar para remover Aspergillus nos quartos, o qual representa um risco para pacientes imunocomprometidos, não há indicação de que esse nível de filtração seja necessário.

Realização da limpeza do ambiente

Políticas e procedimentos escritos devem ser colocados em prática na limpeza com o intuito de reduzir o risco de infecção para pacientes imunocomprometidos, e a equipe de serviços ambientais deve ser treinada e confiável. Tais políticas e procedimentos de limpeza devem tratar especificamente da questão da poeira, a poeira é composta de milhares de partículas, incluindo micro-organismos que podem levar a infecção. A poeira deve ser evitada com a limpeza diária e retirada das superfícies horizontais. Os métodos de limpeza que geram poeira, como varrer a seco ou retirar pó, devem ser evitados. Quando os pacientes estão internados por longo período, como no caso de tratamento de câncer ou transplantes, as famílias devem ser incentivadas a reduzir desordem, pois ela dificulta a limpeza e é o “paraíso” da poeira.4

Os quartos dos pacientes imunocomprometidos devem ser totalmente limpos pelo menos uma vez ao dia com um desinfetante aprovado pela U.S. Environmental Protection Agency (EPA). Os pacientes não devem ser expostos à formação de vácuo que possa levar à formação de aerossol de esporos de fungos.

Se o socorro não souber que você é imunossuprimido, estes cuidados podem ficar por menor e trazer sérias complicações.

Uma infecção generalizada mata, tuberculose é grave, bactérias sem controle adequado são graves. Os responsáveis por seu atendimento precisam sempre saber da sua condição de tratamento e de saúde.


Luciana Ribeiro

Luciana Ribeiro, paulistana, apaixonada por Santos, 45 anos, casada, mãe da Nadja e da Mayra. Contadora, diretora da empresa Zloti Assessoria empresarial Ltda., diretora da empresa FAZ - Sistema de Gestão e Treinamentos Profissionalizantes Ltda. e Presidente do Instituto Eluar, com muito orgulho. Paciente de Espondilite Anquilosante e com ela adora fotografar.

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