Silicone – lindo e perigoso, um gatilho para doenças autoimunes!

Vamos falar da AZIA, aquela causada por SILICONES e Adjuvantes, descrita em 2011 pelo Dr. Shenfeld, um pouco depois de ter início a febre do silicone nas mulheres que, motivadas para se sentirem ainda mais belas, apelam para essa prática tão comum. Elas, no entanto, não são orientadas quanto aos riscos que hoje são sabidos e constatados em relação às doenças autoimunes e, ainda mais recentemente, aos números de tumores malignos.

Vale a pena? Não!

O paciente autoimune, imunossuprimido, precisa suspender a medicação para passar por uma cirurgia que seria totalmente desnecessária e o fato de que talvez, sem este processo, a doença de base nem existisse faz, no mínimo, com que está prática não valha a pena.

O silicone é um dos fatores de causa das doenças autoimunes, desde que a pessoa tenha uma predisposição genética.

As próteses mamárias, oculares, cardíacas, testiculares, articulares, entre outras, atuam como um “corpo estranho” para nosso sistema imunológico e acabam por “ativar” a imunidade tanto celular quanto humoral (produção de anticorpos). Isto não é uma regra de 100%, mas sabendo da possibilidade, acredito que muitas pessoas pensariam melhor antes de optar por tal procedimento estético. Eu não teria colocado, por exemplo. Hoje, depois de um ano e meio para controlar a Espondilite Anquilosante e administrar as dores enlouquecedoras, vou precisar me submeter a uma cirurgia, abrindo espaço para ataques de bactérias e infecções diversas – ponto fraco dos pacientes imunossuprimidos – coisa que só deveria acontecer em casos extremamente graves. No entanto, precisarei passar por isso para a retirada da prótese mamária que coloquei faz dez anos, por motivos absolutamente estéticos. Passarei um mês sem a medicação biológica, que é a que controla a doença, não poderei tomar os anti-inflamatórios para ajudar neste período e tudo isto poderia ter sido evitado se eu soubesse dos riscos, mas nunca ouvi nada sobre antes.

Será que não deveríamos ser avisados antes de optarmos por tais procedimentos?

Enfim, vamos aos fatos: talvez eu não tivesse desenvolvido a doença, e mesmo que eu a desenvolvesse a qualquer custo; não tivesse que passar por uma cirurgia; não tivesse tanta dificuldade com inúmeros exames para identificar se a formação de tumores é de tipo benigno ou maligno; não precisasse brecar o tratamento da doença para passar por mais este processo médico, dentro de tantos que já vivi e vivo.

Vale a pena? Não, de jeito nenhum. Pensem nisso, para aquelas que tiveram bebês, aqueles que querem mais disso ou daquilo e que hoje podem com muita facilidade desfrutar das maravilhas oferecidas pelos cirurgiões plásticos, o silicone não compensa!

Os principais sintomas da AZIA são dores no corpo, rigidez matinal, fadiga (cansaço) fora do normal, alteração de memória, depressão, dores de cabeça, olhos e boca secos, febre, sintomas parecidos com fibromialgia e síndrome da fadiga crônica. Na maioria das vezes, não se conseguiu determinar exatamente qual doença reumática a pessoa desenvolveu, já que os sintomas e exames permaneceram inespecíficos. No caso dos implantes de mama, só em 2016, foram relatados mais de 200 casos. Os autores do estudo advertem que mesmo com próteses mais modernas e que aparentemente não apresentaram rupturas esse problema pode ocorrer.

Um estudo realizado por pesquisadores do MD Anderson Cancer Center da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, descobriu que implantes de silicone nos seios podem aumentar em até 600% o risco de artrite, em 450% o risco de natimorto e em 400% o risco de câncer de pele.

Para a investigação, foram analisadas cerca de 100 mil pacientes inscritas em grandes estudos pós-aprovação de próteses entre 2007 e 2010. Aproximadamente 80 mil participantes tinham implantes de silicone, enquanto o restante tinha próteses salinas. A pesquisa foi publicada na revista científica Annals of Surgery.

Se eu soubesse desta possibilidade, eu não o teria colocado, o recado para hoje é: O silicone não compensa, não ponham!


Luciana Ribeiro

Luciana Ribeiro, paulistana, apaixonada por Santos, 45 anos, casada, mãe da Nadja e da Mayra. Contadora, diretora da empresa Zloti Assessoria empresarial Ltda., diretora da empresa FAZ - Sistema de Gestão e Treinamentos Profissionalizantes Ltda. e Presidente do Instituto Eluar, com muito orgulho. Paciente de Espondilite Anquilosante e com ela adora fotografar.

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