Que tenhamos todos uma Feliz Páscoa…

…e que possamos, diante de tão importante celebração cristã, a da ressurreição de Jesus Cristo, também renascer para o novo, um novo ser.

O Pessach (festa judaica), neste ano celebrado próximo à Páscoa, também tem um significado muito importante, pois marca a libertação do povo judaico do Egito, onde foram aprisionados pelos faraós durantes vários anos – A Passagem.

Páscoa, a esperança por uma vida nova!

Renascemos nós, pacientes crônicos, quando reaprendemos a viver e optamos pela passagem, por passar pela doença e chegar à vida com força, garra e alegria. Trazemos em nossos corações a vontade de vencer, a cada dia, a cada minuto.

Que neste momento difícil do mundo possamos crer que seres humanos melhores e mais sensíveis vão surgir. Que as pessoas terão mais percepção pelo amor, pelos momentos com os filhos, com a família, que as pessoas se entreguem à sensibilidade e a vida mais do que ao dinheiro e que não troquem o tempo pelo ter, o tempo passa o “ter” fica.

Estamos na passagem, um momento onde voltamos a viver mais em casa, com os nossos, em que as famílias se fecharam nelas para se proteger e se cuidar, que cozinhamos, limpamos, cuidamos dos nossos e que o medo pela vida nos tocou, que isto não seja em vão, e não será.

Em uma conversa com um cliente, para saber se ele estava bem e como andava a família, ele, psiquiatra dos melhores, me disse: “Lu, se eu tivesse limpado e cuidado da casa mais, teria receitado menos antidepressivos”.

Forte isso, nos distanciamos do nosso ser e estamos vazios, sofrendo, a crise da COVID-19 nos trouxe de volta, de volta para casa. Que saibamos cuidar disso e organizar estas informações dentro de nós, para que isto nos mova realmente a sermos melhores e mais nobres, de sentimentos.

E os símbolos da Páscoa…

Os ovos simbolizam o nascimento

O ovo é símbolo bastante antigo, anterior ao Cristianismo, que representa a fertilidade e o renascimento da vida. Muitos séculos antes do nascimento de Cristo, a troca de ovos no Equinócio da Primavera (21 de Março) era um costume que celebrava o fim do Inverno e o início da Primavera. Para obterem uma boa colheita, os agricultores enterravam ovos nas terras de cultivo.

Quando a Páscoa cristã começou a ser celebrada, a cultura pagã de festejo da Primavera foi integrada à Semana Santa. Os cristãos passaram a ver no ovo um símbolo da ressurreição de Cristo. O ovo de chocolate ou ovos de Páscoa, que são uma tradição milenar, passou a ser relacionada ao cristianismo. Costumava-se pintar um ovo oco de galinha de cores bem alegres, pois a Páscoa é uma data festiva que comemora a ressurreição de Jesus Cristo, sendo o ovo um símbolo de nascimento. Outros povos, como os gregos e os egípcios, também coloriam ovos de galinha oco, porém, em datas diferentes.

O chocolate, algo sagrado

As civilizações maia e asteca consideravam o chocolate como algo sagrado, tal qual o ouro. Os astecas usavam-no como moeda. Na Europa, o chocolate aparece a partir do século XVI. Já os bombons e ovos, como conhecemos, surgiram no século XX.

Os coelhos, símbolo da fertilidade e da abundância da vida.

A tradição do coelho da Páscoa foi trazida para a América pelos imigrantes alemães em meados do século 18: o coelho “visitava” as crianças e “escondia” os ovinhos para que elas os procurassem. No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento, a vida. É também o símbolo da fertilidade e da abundância da vida.

O Matzá – “o pão da fé”.

O processo que transformou escravos em homens livres. Quando chegou a hora da libertação, para aqueles escravos oprimidos foi difícil compreender em toda a sua profundeza aquele evento sem precedentes na História humana, no qual eram protagonistas passivos. Mais difícil ainda era entender o papel para o qual Ele os escolhera. Tudo que tinham era fé em D’us – uma fé que perseverara através do longo e amargo exílio. E, na véspera de Pessach, D’us a reacendeu, revelando de forma extraordinária e única, o Seu poder e a Sua verdade – libertando os hebreus da escravidão física e espiritual em que se encontravam.

Segundo a Cabalá, a matsá é o “pão de fé”, já que representa o estado espiritual do povo judeu no momento do Êxodo. O profeta Jeremias descreve esse momento com as palavras “Assim diz D’us: Lembro-me de seu amor jovem, sua devoção nupcial, a Me seguir deserto afora, para uma terra estéril, não cultivada”.

Fonte: http://www.morasha.com.br/pessach/matsa-o-pao-da-fe-e-da-liberdade.html. Acesso em 09/04/2020.

Texto: Luciana Ribeiro


Instituto Eluar

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