Que c(d)or esconde Fevereiro?

Eu sei que você já vem notando que de uns anos para cá fevereiro não é só o mês do Carnaval. Desde 2014, o Fevereiro Roxo vem se destacando pela campanha de conscientização do lúpus, fibromialgia e Alzheimer. Mas nem só de roxo será o Fevereiro, ele é Laranja também, pelo combate à leucemia, e Verde, pela conscientização do câncer de vesícula biliar.

As campanhas sobre o Fevereiro Roxo, Laranja e Verde não são unificadas, cada patologia abordada abrange áreas completamente diferentes, mas são questões relacionadas a doenças graves e que precisam ter a maior visibilidade possível junto à sociedade. Algumas dessas doenças também ganharam uma visibilidade significativa após serem diagnosticadas em celebridades internacionais como Selena Gomez, Lady Gaga e a atriz brasileira Cláudia Rodrigues.

Mas porque, apesar de tantas ações e campanhas, algumas dessas doenças ainda são marginalizadas e sofrem tanto preconceito da sociedade? Talvez, e muito provavelmente, seja pelo fato de serem dores e patologias invisíveis a olho nu, ou seja, só sabe e sente na pele quem as tem. Por isso, apoiar e fazer parte do Fevereiro – seja ele Roxo, Laranja ou Verde – é tão importante para que as pessoas tenham consciência social e a compreensão de que nem toda deficiência se resume a alguém sobre uma cadeira de rodas.

Por fim, mas não menos importante, além de cores, em fevereiro tem também a conscientização e a campanha #Rarosentrenós. O Dia Mundial de Conscientização das Doenças Raras é dia 29 de fevereiro, justamente por ser um dia raro no calendário. Neste mês, associações, pacientes, familiares e envolvidos com a causa das doenças raras se unem para promover diversas ações pelo país em prol dos raros. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o conceito de “raridade” está relacionado à incidência. A doença rara acomete até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos. A Sociedade Brasileira de Genética Médica calcula que no Brasil existam 13 milhões de pessoas com alguma doença rara.

Se você prestar atenção neles, eles estão entre nós. É bem possível que você conheça alguém ou até mesmo um familiar que convive com alguma doença considerada rara. Olhe ao redor e preste atenção naquela pessoa de seu convívio direto ou indireto que por muitas vezes precisa de apoio e força para enfrentar os diversos obstáculos que a vida impõe à sua condição.


Dayane Ferreira

Catarinense, 32 anos. Social media manager, digital influencer e redatora, ativista em saúde motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide há 10 anos, patient advocacy, mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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