Quando é a vontade de Deus, tudo acontece!

Em 1995 logo após o trauma de ter perdido meu pai e viver um casamento conturbado, me vi grávida aos 17 anos. Em 2000 decidi me separar após ser diagnosticada com câncer de colo de útero com NIC III. O tratamento medicamentoso não tinha resposta e fiz uma conização de 70% do meu útero, recebendo ali a informação de que, para ser mãe novamente deveria ser com tratamento. Dali em diante comecei a sentir dores pelo corpo mas não dava tanta importância devido a vida corrida.

Em 2001, aos 23 anos ingressei em um novo relacionamento e junto dele vieram as dores com muito mais intensidades me incapacitando totalmente. Passei momentos de muita dor generalizada, e o relacionamento ficou mais firme ainda, por incrível que pareça, (ate brinquei dizendo que ele tinha a oportunidade de me largar já que estávamos iniciando). Um dia ao chegar do trabalho fui ao chão esgotada de tanta dor, minha mãe foi ao meu auxilio e só sai dali de ambulância, e na emergência recebi meu primeiro diagnostico: Artrite reumatoide.

Tomei algumas injeções e alguns dias depois tive alta como se nada tivesse acontecido. De brinde fui diagnosticada com hipotireoidismo também. A vida após o diagnóstico mudou totalmente, foram noites sem dormir gemendo de dor, marido me fazia massagem e colocava gelos nas minhas articulações, viu meu corpo mudar com os efeitos do corticoide. Aos 10 anos de relacionamento me vi grávida de 10 semanas do meu segundo filho usando Metrotexato, os médicos só me falaram que Deus existe pois consegui engravidar usando uma medicação abortiva, tendo tido um câncer e sem tratamento para engravidar.

Uma gravidez complicada, com descolamento de placenta e útero aberto que me levou a ficar 2 meses de repouso absoluto e ainda tive uma internação por infecção urinaria. E com 27 semanas de gestação veio ao mundo o Cayque, que mudou totalmente minha vida, meu agir e meu pensar. O primeiro anos de vida foram difíceis, pois ele chorava no berço e eu na cama sem conseguir pegá-lo, tinha que parar de amamentar para voltar ao tratamento, o que só consegui com 1 ano.

Ali a libertação, novas medicações e o tratamento finalmente teve resultado com remissão de 6 anos, onde aproveitei o crescimento dele. Hoje é ate difícil fazer com que ele entenda que as coisas mudaram, mas arrumei outro anjinho que me auxilia nos momentos de dor. O Cayque agora entende tanto que é o nosso mascote do RecomeçARRJ, associação ao qual fundei para saber mais da minha doença e assim multiplicar essas informações com outros pacientes.

Sou grata a Deus pelos amigos que formei, pela família maravilhosa que tenho, amo meus filhos, amo meu marido, amo cuidar deles, amo ser cuidada por eles, amo viver.

Sou Cátia Domingues Figueiredo, paciente convivendo com artrite reumatoide, casada com Carlos Evangelista e mãe do Clayton e do Cayque.

HOMENAGEM PARA O DIA DAS MÃES – Estamos longe, mas não distantes…


Instituto Eluar

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