NUNCA deixem de acreditar em dias melhores

Descobri a AR há 16 anos, alguns meses após me formar como técnica em enfermagem, profissão que escolhi por amor (larguei uma faculdade faltando 5 cadeiras para terminar). Estava trabalhando num plantão noturno quando um médico me disse que havia algo errado comigo, andava mancando do joelho direito e ele pediu alguns exames e deram todos alterados, muito alterados. Meu mundo caiu e logo de início não quis acreditar no que os exames diziam, com o tempo e sem tratamento as dores aumentaram e eu me rendi e comecei a tomar as medicações, continuei trabalhando, mas tive muitas idas e vindas, atestados, INSS, cirurgias no joelho, várias, após 5 anos de tratamento decidi que queria ser mãe, parei com todas as medicações, engravidei e tive uma gestação linda e tranquila, com pouquíssimas dores, minha filha nasceu e eu entrei em remissão, que durou 8 anos.

No início de 2017, a AR voltou a me incomodar, e de uma AR monoarticular no joelho direito, atacou braços, cotovelos, pulsos e mãos, foran tempos bem difíceis, de lutas diárias, mas todos os dias quando acordava e meus pés tocavam o chão, agradecia a Deus. Entrei em remissão outra vez, não sei por quanto tempo vai durar, mas hoje não me entrego fácil pra AR, ela até me balança, mas não me derruba mais, não perco meu sorriso e acredito sempre que dias melhores estão por vir. Precisamos acreditar que vamos conseguir vencer. Que somos muito mais que a AR.

NUNCA deixem de acreditar em dias melhores, isso nos dá forças pra enfrentar os dias. E para quem tem AR e pensa em engravidar, sigam em frente, foi a melhor decisão da minha vida. Minha filha é minha parceira, minha amiga, minha vida. É por ela que tento ser uma pessoa melhor. A AR não vai ganhar essa batalha.

Camila Bernando


Instituto Eluar

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