Lúpus – o espectro do lúpus pode surgir cinco anos antes do diagnóstico

Um espectro é uma forma de opor dois pontos extremos: para o espectro da autoimunidade, de um lado temos a saúde intensa e, do outro, a doença; e entre estes extremos uma gama enorme de variações e ocorrências relacionadas que se somam, caminhando para o quadro objetivo da doença.

O espectro vai se reforçando a cada exposição aos gatilhos da autoimunidade que temos, fazendo com que os sintomas comecem a ficar mais evidentes. Desta forma, o sistema imunológico precisa cada vez mais se defender com inflamações. Com isso, aumentam os índices de anticorpos e os órgãos ficam expostos a essas agressões, juntamente com a questão da pré-disposição genética (quando existe). Pronto: temos o diagnóstico da doença autoimune.

Se pudéssemos saber que aqueles sintomas aleatórios e nada objetivos eram sinais de defesa do nosso sistema imunológico, que não estava funcionando bem, nós poderíamos agir antes de desgastá-lo tanto, trocaríamos atitudes e hábitos, mas o problemas é que eles são quase imperceptíveis.

Tom O’Bryan cita em seu livro Como Tratar Doenças Autoimunes (p.35) um estudo de Melissa Arbuckle (New England Jornal of Medicine, 2003) que mostra que todos os veteranos de guerra com um diagnóstico positivo de lúpus apresentavam indicadores elevados para sete diferentes anticorpos que causavam a doença nos anos em que tiveram o sangue analisado e quando não apresentavam nenhum sintoma. O nível de anticorpos aumentou a cada ano até alcançar um patamar em que era suficientemente severo para ocorrem
os sintomas. Ao atingirem este estágio, os pacientes estavam doentes o bastante para procurar um médico. Com o passar do tempo, mais células foram atacadas, a inflamação aumentou e os sintomas pioraram. Por fim, eles foram diagnosticados com lúpus. No entanto, o estudo mostrou que cada um deles estava no espectro autoimune para lúpus pelo menos cinco anos antes.

A força da doença está ligada ao tempo de espectro e ao dano causado aos tecidos. O aspecto positivo em relação a quem tem os sintomas é o fato de que isso não passa desapercebido, obrigando a pessoa a tomar atitudes, diferentemente da pessoa assintomática, que mantém a doença mascarada, enquanto ela ganha força e aumenta com o tempo. Existem sintomas e condições crônicas que são associados como parte da vida, como: fadiga, dor, depressão, obesidade, insônia, ansiedade, dores de cabeça e muito mais. Estes sintomas podem ser até comuns, mas estão longe de serem normais.


Luciana Ribeiro

Luciana Ribeiro, paulistana, apaixonada por Santos, 45 anos, casada, mãe da Nadja e da Mayra. Contadora, diretora da empresa Zloti Assessoria empresarial Ltda., diretora da empresa FAZ - Sistema de Gestão e Treinamentos Profissionalizantes Ltda. e Presidente do Instituto Eluar, com muito orgulho. Paciente de Espondilite Anquilosante e com ela adora fotografar.

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