Automedicação em tempos de Coronavírus – Uma reflexão

Quase como uma pandemia, a automedicação é um problema mundial. Principalmente entre pessoas que convivem com algum tipo de doença crônica relacionada a dor, como por exemplo as doenças reumáticas. O desespero em busca da cura para a dor faz o ser humano tentar todos os recursos, desde o chá da vó até aquele comprimido de ervas naturais vendido em farmácias que prometem curar até câncer.

O comércio da cura é real.

Há vários casos registrados de pessoas que desenvolveram doenças e tiveram sequelas gravíssimas por deixar de seguir a orientação de um profissional de saúde, para seguir tutoriais sem embasamento cientifico.

Com o Novo Coronavírus não vai ser diferente, assim como nas doenças reumáticas, na epidemia vai haver várias promessas de cura e tratamentos promissores. A polêmica da notícia informada a princípio por uma autoridade que não é da área da saúde informando sobre a Cloroquina como a salvação para prevenção e cura, já fez vítimas nos Estados Unidos. Um homem foi a óbito e sua mulher está internada em estado grave após ingerir o Fosfato de Cloroquina, que é um químico derivado, utilizado em tratamentos de aquário.

Conseguem sentir a gravidade da desinformação e da automedicação?

Estudos estão sendo feitos e experimentados com a Cloroquina, estudos que estão sendo satisfatórios, mas ainda insuficientes para garantir a segurança do paciente e da sociedade. A dose que o paciente lúpico ou com doença reumática utiliza para tratar uma doença autoimune, certamente não será o mesmo para a prevenção e tratamento da epidemia.

Vamos confiar na medicina e na ciência, nada se cria e se encontra a cura tão rapidamente, haverá erros e acertos portanto muito cuidado com a automedicação, consulte sempre um médico especialista para tirar suas dúvidas. Vamos refletir sobre tudo o que está acontecendo nessas últimas semanas, nós temos a oportunidade de fazer a diferença e não sobrecarregar ainda mais o sistema público de saúde. Não coloque sua saúde em risco, apenas, fique em casa!


Dayane Ferreira

Catarinense, 32 anos. Social media manager, digital influencer e redatora, ativista em saúde motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide há 10 anos, patient advocacy, mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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