Aprendi a ser mãe, da forma não convencional

Olá, meu nome é Andréa, tenho 48 anos, sou mãe de Maria Clara hoje com 22 anos. Na época, da gestação eu não tinha artrite reumatoide, o pré natal foi tranquilo. Realizei todos os exames, dietas, até que no dia 08 de setembro nasceu minha filha, na maternidade escola Laranjeiras. Tudo estava, bem até ela fazer um ano, ali começou a dificuldade em levantar, a famosa rigidez matinal, porém não era todos os dias.

A dificuldade em segurar no ônibus, no trabalho a dificuldade em segurar o instrumental cirúrgico, eu era instrumentadora cirúrgica. Até o diagnóstico levou um tempo, com ele a famosa negação, pois quem vai querer tão nova ter este laudo?

Com minha filha, passei as dificuldades inimagináveis, não conseguir ajeitar os cabelos, levá-la a escola, nunca ensinei a amarrar os tênis, não conseguia, isso criou um trauma na minha mente. Minha filha é a minha companheira e incentivadora, aprendeu os meus remédios pela cor, sabia meus horários, pediu para que eu não morresse quando tive uma grande internação.

Ser mãe artrítica é muito difícil, pois aqueles momentos, de  levar na casa das amigas, buscar, ir nas festas, etc, nem sempre pude estar presente e participar. Ter que controlar o emocional, no primeiro grau para não ativar a artrite, enfim, aprender a ser mãe, não dá forma”convencional”, ver seu filho amadurecer tão rápido, é difícil. Hoje eu vejo que ser mãe é uma dádiva, na qual aprendo sobre ela todos os dias.
Muito obrigada María Clara, por ser minha filha.

Andréa, mãe convivendo com artrite reumatoide.

HOMENAGEM PARA O DIA DAS MÃES – Estamos longe, mas não distantes…


Instituto Eluar

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