A Minha homenagem vai para o meu Mundo, para Nadja e Mayra!

Oba!!! Minha vez!
E finalizando a ação ainda hoje, você receberá uma surpresa de presente! Seja você mãe paciente ou mãe de filhos pacientes.
 
A Minha homenagem vai para o meu Mundo, para Nadja e Mayra!
Não sei se fiquei bem e levo a vida praticamente normal por as meninas existirem e eu querer participar muito da vida delas, ou se fiquei bem por ser tão alimentada pelo amor delas, mas sei que fiquei bem por e para elas.
As dores das doenças reumáticas chegam e avançam muito rápido, mas é um “rápido” que às vezes permanece por anos, para então ser diagnosticado e daí terem início os tratamentos que, dando certo, em mais 1 ano ou 1 ano e meio você estará sob controle e, aí sim, vivendo com qualidade e realizando os seus sonhos… Sim, porque eles, os sonhos, não deixam de existir por você ser portador(a) de uma doença, eles potencializam de tal forma que, a cada dia sem dor, você faz com que ele tenha 72 horas de pura energia e garra! Bom, foram 11 meses de dores intensas, enlouquecedoras e, a cada dia, a perda de algum movimento e o aumento do enrijecimento da coluna….
 
Eu nunca, em nenhum momento, achei que não fosse ficar bem de novo, eu acreditava e sentia que ia melhorar. Mas eram tantos os tratamentos chamados “o da vez”, “o que ia resolver tudo” e 15 dias depois: tudo de novo e mais forte… Tantas situações desagradáveis, humilhantes, sim, as dores humilham e muito, mas o fato de sempre estar no seio da minha família (marido e filhas) de forma tão segura, amparada e amada, fez tudo ser mais leve e mais positivo. Eu olhava para o meu corpo não respondendo e doendo, doendo, e olhava para as meninas, lindas, cheias de vida e só pensava que eu tinha que ficar bem, porque nós sempre fomos muito unidas, muito amigas e eu queria continuar curtindo a vida com elas e por elas!
 
Sempre viajamos, as três, preservamos este hábito e mantivemos intimidade, amizade, amor e respeito. Eu sonhava cuidar dos filhos delas – se quiserem os ter –, em ver suas escolhas e suas famílias, e em estar junto. Então não era possível que aquela situação não se resolvesse. O meu “mundo mãe” não podia estar comprometido por conta de uma Espondilite Anquilosante, ora, bolas. Hoje, estou ótima! Alguns escapes de dor, mas que se acertam, e a vida segue… Venci, estou bem e mais forte do que nunca, cheia de criatividade para, junto das minhas filhas, viver tudo que a vida me reserva!
 
Esta foto foi em Aruba, no pico da minha doença, quando a médica de dor crônica me pediu para que eu viajasse para descansar um pouco. Havia sido 11 meses de muita dor e muito sofrimento, com muito hospital e 8 sessões semanais de terapias diversas para que eu pudesse me mexer. Mas sem dor eu não ficava… E nestas condições, lá fomos nós três, porque era um momento que assim eu queria, com a minha cria e nada mais. Muita dor, muita ajuda delas, muita dificuldade para andar, mas quando chegávamos fazíamos fotos lindíssimas, carregávamos muitos remédios e muita alegria, um amor, tão grande que, olha, no pico da doença e eu com essa cara de gente feliz e saudável (rsrsrs) é demais, né? Amor de mãe e filho cura, tem poder!!!
 
A Dor te descasca como uma cebola e você vai perdendo tudo, chega uma hora que você quase se perde até de você, de tão fundo que ela te leva, mas ela não consegue ir além do tamanho do amor de uma mãe, e com este amor esta mãe retorna, firme e forte. O que é esse amor (que coisa)? É um amor que cura, que satisfaz, que motiva e impulsiona, para frente, sempre!
 
Obrigada Nadja e Mayra, por serem minhas filhas, meu maior sonho realizado, e por serem exatamente como vocês são. Eu não mudaria absolutamente nada se fosse pedir duas filhas para Deus novamente! Sempre quis vocês, mas não poderia jamais imaginar quão forte a maternidade me transformaria!
 
Amo vocês, Malucas, mais do que Pipoca!!!!

HOMENAGEM PARA O DIA DAS MÃES – Estamos longe, mas não distantes…

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Instituto Eluar

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